A internet tem saído da tela para o nosso mundo real. Foi-se o tempo em que um profissional se dava ao luxo de poder dizer a tão famigerada frase: “Ah, eu não entendo de internet” ou aquela máxima assim “Eu não gosto de computador”. Acontece que estamos sendo inundados por um verdadeiro tsunami de informações do tão debatido poder e força massificante da comunicação online.
Muito tem se dito sobre essa força intangível e que alguns citam e poucos conhecem com propriedade o tema a fundo. Essa semana fui surpreendido com um caso pitoresco: uma colega, advogada e também cronista de São Paulo me noticiou a notícia do falecimento de um amigo goiano. Eis que mais rápido que a velocidade do som a informação cortou os sete cantos do planeta. Quando outra colega já preparava as homenagens de pêsames uma twittada fumegante invade a tela dos colegas desmentido o triste fato. Isso significa que, nos dias de hoje, no Espírito Santo ou qualquer lugar do planeta, a pessoa física ou jurídica, que não está plugada na grande rede, acaba de ser incluída em mais uma categoria criada, a de “excluídos”. Ou seja, quem não está na internet, hoje, é considerando um “sem tela”.
A de se salientar que, com o crescimento vertiginoso das redes sociais e o grande monitoramento e compartilhamento de preciosas informações, a empresa e os governos que não se adaptarem a essa nova realidade correm o risco de se tornarem pouco ágeis, desfocados e não inovadores. No Espírito Santo, de 2009 para 2010 o acesso a internet cresceu aproximadamente 5%. No que tange as classes sociais 88% da população usuária pertence à classe A/B. Nas classes D/E o total de usuários é de 47%. De todos esses, 81% acessam a grande rede em casa, 20% no escritório e 15% em lan house. As categorias de sites mais visitados: 30% correio eletrônica, 23% jornais e portais de informação, 16% de esporte, 14% de relacionamento e 11% bancos. Redes de relacionamentos, como Facebook, tem gerado também positivos negócios, pois o FB se mostra com conteúdo mais seleto e qualitativo, dificultando assim o contato dos chamados fakes. O que temos visto é o surgimento de uma hipernet que seria uma nova internet combinando as quatro tendências: mobilidade, banda larga, “peer to peer” e a integração total da computação móvel com o espaço físico.
Os Smartphones se transformaram em verdadeiros computadores de mão interfaceando todo o sistema da grande rede com um simples toque no touch screen. Hoje, os usuários de smartphones usam competentemente essa “maquininha” e já ultrapassa a quantidade de computadores móveis, ou seja, notebooks. Já nos preparamos para o próximo Big Bang Virtual que será o lançamento até o final do ano da versão abrasileirada e totalmente em português do fenômeno do Twitter.
Foi pensando nisso e nas transformações que sofreremos em nosso estado por conta das eleições, que para evitar uma onda negativa e fantasmagórica de “denuncismos”, acabamos de assinar formalmente essa semana, na Presidência do TRE-ES, sobre a chancela dos atentos olhos do sagaz e antenadíssimo Desembargador Pedro Valls Feu Rosa, um PRETE (Programa de Ética e Transparência Eleitoral). E com isso o nosso Estado sai de uma lacuna de corrupção e abre as verdadeiras portas do ciberespaço provando que aqui o espírito “santo de casa”, faz milagre!
Mauro Quintão
Presidente da ABIMES (Associação Brasileira de Mídia Eletrônica e Tecnologia Digital do Estado do Espírito Santo)
Bacharel em Direito
Pós Graduado em Tecnologia jurídica e Biodireito
Um comentário:
Amei amigo, Parabéns!!!! vou divulgar..
Bjs
Si
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