sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O Espírito Santo e o fenômeno do “Pobre Menino Rico”

O Espírito Santo e o fenômeno do “Pobre Menino Rico”




Parece brincadeira, mas continuamos a assistir em nosso Estado o fenômeno antropo-social intitulado do “Pobre Menino Rico”. Ainda nos dias de hoje você deve ter ouvido o famoso dito popular, comum entre famílias com negócios próprios, que sejam eles empresários, prestadores de serviços públicos, industriais ou comerciantes: “Pai Rico, Filho Nobre, Neto Pobre”. Talvez você até acredite que esse círculo histórico seja normal.

Na história de nosso Estado este tipo de sucessão descontrolada vem sendo escrita, muitas vezes com sangue, com ilustrações dignas do reino das águas claras desde a posse da Capitania do Espírito Santo por Vasco Fernandes Coutinho, em 1535.

Tenho visto em encontro de gestores, comentários fantasmagóricos de herdeiros de grandes empresas no Estado que segundo eles, suas empresas utilizam materiais de procedência duvidosa e sem certificação para assim reduzir a um décimo dos seus custos operacionais, sem nenhuma preocupação tributária ou responsabilidade social e compromisso com a saúde de seus colaboradores.

Ora, nos dias de hoje é inadmissível que um empresário não prime por soluções qualitativas e chanceladas por órgãos de controle de qualidade de reconhecimento internacional (ISO 900/ISO 14000). Um bom exemplo são famílias de empresários capixabas que vinculam no contrato social de sua holding (empresa que comanda as outras empresas) a formação acadêmica científica como fator diferencial necessário para o herdeiro para assumir o cargo de direção em suas empresas.

O fenômeno do “Pobre Menino Rico” não é uma exclusividade do mundo empresarial capixaba, e sim, de todo o universo globalizado. Desconsiderar a responsabilidade num processo sucessório é banalizar o futuro de outras gerações, e porque não dizer, o da população em geral que vem a depender da geração de emprego.

Com essa nova fase do pré-sal em terras capixabas o empresário tem em seu horizonte uma gama de produtos e serviços que servirão de mola propulsora para o crescimento do Estado, mas para isso ele deve estar “linkado” em tudo que converge para o bem-estar da população.

Lembre-se para realizar suas conquistas é preciso, em primeiro lugar, desejar , querer, depois criar um planejamento para realização, se habilitar, e por último colocar-se-o em ação. Assim o dinheiro virá em conseqüência do seu sonho que motivou todos os aspectos da vida e de um processo sucessório vitorioso. Por isso, afirmo que “quem não tem sonhos não tem motivo para viver”, afinal, para que serve o dinheiro senão para realização de sonhos pessoais, familiares e coletivos. Se você é hoje o “Filho Nobre”, está na hora de se ligar, o Brasil está iniciando a terceira revolução do dinheiro, a qual iguala a todos. Daqui para frente só o mercado é nobre e você é livre para negociar com o mercado. No mundo empresarial não existe lugar para falhas. Se habilitando você deixará de ser mais um “Pobre menino Rico” e passará a ser um líder de verdade!



Dr. Mauro Quintão

Empresário

Administrador Hospitalar e especialista em Biodireito

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